JOGOS EMPRESTADOS GENTILMENTE PELAS MENINAS DO CEMAAE
Este blog é um espaço de discussão e reflexão sobre assuntos relativos à arte de educar.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Diário - Dicas de atividades com dicionário
17º
ENCONTRO
Iniciamos o encontro assistindo um vídeo: “A maior flor do mundo”.
Em seguida, foi feita a socialização da pesquisa nas bibliotecas das escolas.
Discutimos sobre a situação em que as bibliotecas se encontram, como está o
acervo de livros dessas bibliotecas e como ela é utilizada. Passamos para a
leitura das unidades II e III do fascículo 4. Com relação à prática de leitura
na escola, conclui-se que para que nossos alunos se tornem leitores, é preciso
que a leitura comece a se tornar uma prática relacionada a esta dimensão também
na escola, pois é o ambiente em que os alunos terão contato com materiais e
ambiente de leitura.
“E se as histórias para crianças passassem a ser de
leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente
o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”
(José Saramago)
SUGESTÕES DE ATIVIDADES COM O
DICIONÁRIO:
• Produção de um dicionário
da classe
Depois de observarmos cuidadosamente a apresentação dos textos nos
dicionários, que tal criarmos um dicionário da turma, com os nomes das
crianças, relacionando-os em ordem alfabética? A turma poderia propor
descrições de natureza física e afetiva sobre os colegas para compor as
definições, por exemplo, incorporando etimologia, abreviações e outros
conceitos importantes.
• Ordem alfabética dos
nomes
Cada aluno escreve em um papel o nome de outro aluno da classe,
aquele que vem logo depois do seu na lista de chamada, sendo que o último da
chamada ficará encarregado de escrever o nome do primeiro. O(a) professor(a)
embaralha todos os nomes e depois solicita que os alunos coloquem os papéis em
ordem alfabética, colando-os numa cartolina para serem visualizados por todos.
Você tanto pode trabalhar com nomes inteiros, quanto com o primeiro ou o último
nome, e assim, com estas alternativas, pode repetir o jogo algumas vezes, de
maneira diferente.
• Jogo de adivinhação:
Cada grupo consulta o dicionário e escolhe uma palavra de uso
pouco frequente. Em seguida, registra no caderno uma definição extraída do
dicionário e uma outra inventada pelo grupo. Então, um grupo lê as duas
definições para o outro, que deve dizer qual a definição real e qual a
inventada. Afinal, além de consolidar os conceitos trabalhados, os jogos podem
tornar as aulas mais alegres e descontraídas.
• Jogo do começo
O (a) professor (a) leva para a classe diversos textos — anúncios,
jornais, cartazes e capas de revistas — e solicita aos alunos que encontrem as
palavras que começam com a letra A. Os alunos copiam as palavras começadas por
A no caderno e depois colocam em ordem alfabética. Em seguida, o (a) professor
(a) pede para encontrarem palavras que começam com a letra M, por exemplo, e
assim sucessivamente até completar todo o alfabeto.
• Campeonato de palavras ou
caça-palavras
O (a) professor (a) distribui diversos textos para os alunos,
divididos em grupos, e solicita que eles circulem todas as palavras difíceis.
Em seguida, cada grupo vai anotar os vários significados propostos para cada
uma das palavras circuladas. Depois, os grupos voltam aos textos para discutir
qual o significado que se aproxima do contexto em que a palavra foi utilizada.
Se houver discordâncias, o problema será resolvido numa plenária maior, com a
participação de toda a classe.
• Stop modificado
O aluno divide uma folha de papel em branco, em colunas verticais
com os seguintes nomes: flores, cores, frutas, meninos, meninas, cidades,
carros, etc.
Essa atividade também pode ser feita coletivamente no quadro-negro
desde o princípio ou no final para visualizar o resultado geral. Em seguida,
o(a) professor(a) sorteia uma letra do alfabeto e dá um tempo para cada aluno pensar
e escrever (5 minutos para cada letra sorteada), por exemplo a letra A:
Amor-perfeito (flor), Amarelo (cor), Abacate (fruta), Amauri (menino), Amélia
(menina), Adamantina (cidade) e Alfa Romeu (carro). Quem não conseguir
encontrar algum nome começado com A, deixa o local em branco. No final da
atividade, cada um soma sua pontuação (pode estipular 5 pontos para os nomes
repetidos e 10 pontos para os nomes que não se repetem na folha de outros
colegas). Depois de tudo finalizado, os alunos podem juntar todas as folhas
individuais e, juntos, organizarem todos os nomes encontrados em ordem
alfabética num grande mural.
Encerramos o encontro com as contações de histórias:
1) A sopa de
pedras. (vídeo)
2) Quando
nasce um monstro.
3) A galinha
ruiva.
4) O
gafanhoto e as formigas.
5) A lenda do
Saci-Pererê.
6) A vaca que
botou um ovo.
7) Maria vai
com as outras.
8) Feminina
de menina e masculino de menino.
Cursista: Kelly Cristina do Nascimento.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Atividade de leitura do dia 08 de maio
Leitura do texto "A entrada da criança no mundo da escrita: o papel da escola" da Magda Soares, que está no livro Orientações Pedagógicas para os Anos Iniciais.
Para obter o texto online clique na imagem abaixo.
Para obter o texto online clique na imagem abaixo.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Jogo de Alfabetização
O jogo de alfabetização sugerido são as cartelas temáticas.
É uma atividade simples que oportuniza aos alunos pensarem na organização das letras para escreverem as palavras.
Qualquer criança independente do nível de escrita que se encontre, pode jogar.
O interessante é usar apenas as letras que formam cada palavra, para aqueles que não estão no nível alfabetico. Dessa forma, é possível perceber a quantidade de letras que são necessárias para escrevê-las.
Quando a criança já estiver num nível mais avançado de escrita, o objetivo do jogo será para o dominio das dificuldades ortográficas.
Vera Tauffer
terça-feira, 10 de abril de 2012
Receita de Alfabetização - Ágatha Helmann
Minha receita de Alfabetização
Pró Letramento - 2012
Pegue uma criança de seis anos, dê um pouco de carinho e uma pitada de confiança para que ela se sinta segura. Em um ambiente calmo, tranquilo e aconchegante, misture vários tipos de mídia mostrando a escrita, ou seja: umas duas revistas, um jornal, três ou mais livros de literatura infantis. Com uma porção de paciência e carinho, misture sua interação com ela e deixe-a explorar esses diversos materiais, juntando também vários lápis de pintar, duas imagens para colorir, vinte e quatro letras do alfabeto em eva ou em qualquer outro tipo de material. Misture mais alguns numerais. Ao final dessa processo o aprendizado estará crescido e pronto para o mundo que a espera.
Ágatha Helmann Pró Letramento - 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO DA PROFESSORA ELENICE
RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO DA PROFESSORA ELENICE
INGREDIENTES
BÁSICOS:
1
porção de crianças bem dispostas
1
professora dedicada
2
medida de paciência
1
medidas de comprometimento
1
cálice de desafio.
Muito
amor e Criatividade a vontade
PARA
REGAR:
Suco
de, alegria, entusiasmo, prazer e afetividade.
RECHEIO:
Vários
tipos de textos, brinquedos e brincadeiras.
MODO
DE FAZER
Coloque
os ingredientes básicos dentro de uma sala de aula, se possível grande e
bonita. Misture bem. Para tomar consistência vai regando com suco da alegria, entusiasmo, prazer e
afetividade. Não se preocupe se a massa ficar meio heterogênea, é assim mesmo.
Acrescente
os recheios, quanto mais variados melhor, porém selecione bem, utilize os mais
sadios e da época certa para que não fique azedo.
Durante
o preparo, não utilize formas, modele, para que não fiquem todos iguais o
quanto mais diferente mais gostoso fica e a aparência fica melhor.
Não
tenha pressa, faça devagar mas sem parar, prepare em ambiente aquecido por
muito respeito, carinho e afeto, assim com certeza ficará surpreendido com o
resultado.
Sirva
acompanhado com uma boa dose de satisfação.
TEMPO DE PREPARO: Um ano letivo, porém poderá
levar mais tempo, depende da qualidade dos produtos.
PRÓ-LETRAMENTO 2012.
ELENICE DA CRUZ GONÇALVES.
DIÁRIO
Palmeira, 02 de abril de 2012.
Por volta das 18h e 30 min, iniciamos nosso curso, satisfatoriamente, pois fomos presenteadas pelo coelhinho da Páscoa.
Como de costume, realizamos a leitura do diário do Blog e posteriormente foram expostas as "receitas de alfabetização" criadas por nós professoras.
Aqui vai a "Receita de ALfabetização segundo a Prof. Elaine
Ingredientes:
Planejamento
Criança, professor, brincadeira.
Prazer em ensinar e aprender.
Ambiente agradável, muitas letras, palavras...
Curiosidade, diálogo, carinho e atenção.
Diversidade de materiariais:
Rótulos, revistas, embalagens, jornais, placas, anúncios, propagandas, folders... fontes inesgotáveis de informações e aprendizagens.
Músicas, cantigas de roda, poesias, contos, lendas, fábulas.
Disposição, paciência e respeito ao tempo...
O tempo de aprender de cada um.
Modo de fazer:
Crie uma rotina, as crianças necessitam dela para aprender a se organizar.
Explore ambientes além da sala de aula.
Instigue sua imaginação utilizando textos verbais e não verbais.
Participe de cursos para fundamentar sua prática.
Passe por constantes processos de reciclagem, pois como sabemos, necessitamos acompanhar a evolução do mundo.
Com segurança e apoio institucional e familiar inicie seu trabalho de maneira contextualizada, buscando suprir as reais necessidades de seus alunos.
Rendimento: Uma sociedade participativa.
Por volta das 18h e 30 min, iniciamos nosso curso, satisfatoriamente, pois fomos presenteadas pelo coelhinho da Páscoa.
Como de costume, realizamos a leitura do diário do Blog e posteriormente foram expostas as "receitas de alfabetização" criadas por nós professoras.
Aqui vai a "Receita de ALfabetização segundo a Prof. Elaine
Ingredientes:
Planejamento
Criança, professor, brincadeira.
Prazer em ensinar e aprender.
Ambiente agradável, muitas letras, palavras...
Curiosidade, diálogo, carinho e atenção.
Diversidade de materiariais:
Rótulos, revistas, embalagens, jornais, placas, anúncios, propagandas, folders... fontes inesgotáveis de informações e aprendizagens.
Músicas, cantigas de roda, poesias, contos, lendas, fábulas.
Disposição, paciência e respeito ao tempo...
O tempo de aprender de cada um.
Modo de fazer:
Crie uma rotina, as crianças necessitam dela para aprender a se organizar.
Explore ambientes além da sala de aula.
Instigue sua imaginação utilizando textos verbais e não verbais.
Participe de cursos para fundamentar sua prática.
Passe por constantes processos de reciclagem, pois como sabemos, necessitamos acompanhar a evolução do mundo.
Com segurança e apoio institucional e familiar inicie seu trabalho de maneira contextualizada, buscando suprir as reais necessidades de seus alunos.
Rendimento: Uma sociedade participativa.
Ensino da Língua Escrita - Concepção interacionista.
Ao apropriar-se da escrita a criança precisa entender seu significado em diferentes contextos. Por isso, o ponto de partida do nosso trabalho são os diferentes gêneros textuas, textos socialmente produzidos que fazem parte do cotidiano da sociedade.
Há uma riquesa e uma diversidade de gêneros textuais, podendo citar:
- Acadêmicos
- Científico
- Comercial
- Escolar
- Jornalístico
- Político
- Publicitário
- Econômico
- Familiar
Enfim, todos os gêneros que circulam na sociedade.
O importante no trabalho com os gêneros textuais é observar a realidade em que a escola está inserida, as necessidades dos alunos de acordo com sua realidade.
Gênero tem interação... Está em um contexto...

Concepções de Escrita
Devemos considerar que a criança é um ser pensante que interage socialmente, dessa maneira é importante considerar a escrita como um processo contínuo de ensino aprendizagem em que há reais necessidades para escrever.
Para o trabalho com produção de texto é importante esclarecer:
- Quem escreve, para quê, por quê, o gênero que será utilizado e como será a circulação desse texto até chegar ao destinatário.
Enfim, o aluno deve estar preparado e orientado para produzir um texto contextualizado, com finalidade e respeitando seus interesses.
Quanto ao gênero, este necessita ser trabalhado, conhecido, construido coletivamente e revisado, oferecendo bases para o trabalho do aluno e sua segurança em escrever.

.
IMPORTANTE DIFERENICAR NOS TEXTOS
TIPO
(narração, descrição, exposição, instrucional)
GÊNERO
(Texto)
SUPORTE
(Base para o texto, material que permite a circulação do gênero)
"Há mais coisas entre o céu e a terra que sonha a nossa vã filosofia"
Machado de Assis
Elaine Gonçalves Borghetti
domingo, 8 de abril de 2012
Receita de alfabetização - Eliane M. Kapp
Ao chegar em sua sala observe todos os seus alunos e pense que um é diferente do outro e o seu tempo de aprendizagem também.
Deixe eles manusearem os vários tipos de leituras: jornais, revistas, livros, gibis etc... Deixe as crianças cortarem diferentes tipos de letras e ir tentando montar palavrinhas. Procure ensinar usando vários métodos, não se prenda a um só, pois tem criança que vai aprender com este método, outra com aquele e assim sucessivamente. E você verá que em pouco tempo seus alunos estarão dominando a leitura e a escrita.
sábado, 7 de abril de 2012
RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO / ELIANE MAKSEMIV
Ingredientes:
1 turma de alunos
1 professora
1 cartilha
Vários cartazes com imagens e sílabas
1 caderno de linha
1 caderno de caligrafia
Várias frases
Vários pequenos textos
Modo de fazer:
( Eliane Maksemiv - Pró - Letramento 2012)
1 turma de alunos
1 professora
1 cartilha
Vários cartazes com imagens e sílabas
1 caderno de linha
1 caderno de caligrafia
Várias frases
Vários pequenos textos
Modo de fazer:
Pegue os alunos, coloque-os em uma carteira, entregue-lhes uma cartilha. Apresente um cartaz com a letra que vai ser ensinada. Junto com o aluno(os), forme palavras com as sílabas apresentadas e em seguida, dê-lhes o caderno para que seja feita cópia das sílabas e das palavras. Pode ser tanto no caderno de linhas como no de caligrafia, fique atento no traçado para que seja correto.
Tome leitura diariamente.
Repita esse processo com todas as letras do alfabeto e com as dificuldades ortográficas.
No final do ano seu aluno estará lendo e escrevendo o que você pedir.
( Eliane Maksemiv - Pró - Letramento 2012)
terça-feira, 3 de abril de 2012
Minha receita de alfabetização - Adriana da Cruz Evangelista
Ingredientes
- mínimo de 10
crianças;
- 1 sala aconchegante
- Paciência em
abundancia
- Criatividade sem
medida
- Muitas doses de
amor
- sorriso no rosto
- livros infantis ao alcance de todos
Modo de fazer
Misture a criatividade e a paciência para ornamentar a sala
de aula, deixando-a bem aconchegante. Logo em seguida, coloque um sorriso no
rosto e siga com as crianças até a sala.
Mexa bastante a criança para descobrir o que ela já sabe. Use o resultado para planejar suas aulas.
Ponha a criança para descansar em um molho de alfabetização sem pressa e com bastante carinho. Aos poucos ela irá mostrando avanços.
Se isso não acontecer, não se desespere; acrescente à receita novos ingredientes, como: alfabeto ilustrado, listas, recontos e etc.
Para o recheio, use livros infantis contando histórias todos os dias. Coloque a imaginação da criança para ferver pelo menos 15 minutos por dia. Isso a deixará com gosto de quero mais.
Mexa bastante a criança para descobrir o que ela já sabe. Use o resultado para planejar suas aulas.
Ponha a criança para descansar em um molho de alfabetização sem pressa e com bastante carinho. Aos poucos ela irá mostrando avanços.
Se isso não acontecer, não se desespere; acrescente à receita novos ingredientes, como: alfabeto ilustrado, listas, recontos e etc.
Para o recheio, use livros infantis contando histórias todos os dias. Coloque a imaginação da criança para ferver pelo menos 15 minutos por dia. Isso a deixará com gosto de quero mais.
Adriana da Cruz Evangelista
Receita de alfabetização - Vera Tauffer
Minha receita de
alfabetização
Ingredientes:
· Crianças, sem distinção de idade, cor, raça, religião ou classe social, jovens e adultos.
· Professor com disposição e bem remunerado;
· Um ambiente com estímulos visuais;
· Jogos e músicas;
· Muitos livros, gibis, revistas, rótulos entre outros materiais do gênero;
· Materiais como: lápis, giz, tinta, tesoura, cola, pincéis..
· Planejamento.
Recheio:
Relação harmoniosa entre professor e alunos, misturado com atividades prazerosas.
Modo de fazer:
Primeiro o professor alfabetizador deve ter consciência de sua função e gostar daquilo que se propôs a fazer.
Seu trabalho precisa ser planejado e realizado com muito amor e dedicação, misturado com confiança, paciência, responsabilidade, organização, criatividade e disciplina.
Em uma sala limpa e aconchegante é preciso brincar, cantar, observar, estimular, perguntar, responder, questionar, escutar, explorar, participar, auxiliar, valorizar, incentivar e avaliar.
Coloque essas ações em prática, pois são importantes e indispensáveis no processo da alfabetização.
Descasque e pique todos os desafios, obstáculos e inseguranças com a faca da boa vontade.
Aqueça as explicações com carinho, e dissolva suas ações com determinação. Depois, divida atenção a todos e mexa sem parar com diversos tipos de textos, criando hábitos de leitura e proporcionando condições de aprendizagem.
Reserve um pouco de sua paciência para aqueles alunos agitados ou com dificuldades, e vá aos poucos derramando pequenas quantidades de conhecimentos, até conseguirem desenvolver suas capacidades.
Quando as idéias dos alunos começarem a borbulhar, é só deixar ferver, pois é sinal que o teu trabalho diário e intenso deu resultado.
Vera Tauffer
01/04/12
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sugestão de leitura
A revista Nova Escola do Mês Abril, traz uma reportagem enfocando a ALFABETIZAÇÃO, além de uma entrevista com Telma Weisz, sobre o analfabetismo funcional e sobre a produção de alunos não-leitores e não-escritores na escola.
Na reportagem principal, discute a articulação de práticas de leitura e produção de texto, a partir das hipóteses de escrita dos alunos e propõe estratégias que auxiliam os alunos a avançar em seu conhecimento sobre a língua.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Receita de Alfabetização e Alfabetização sem Receita
RECEITA DE ALFABETIZAÇÃO
Marlene Carvalho
Pegue uma criança de seis anos e lave-a bem. Enxugue-a com cuidado, enrolando-a num uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula. Nas oito primeiras semanas, alimente-a com exercícios de prontidão. Na nona semana, ponha uma CARTILHA nas mãos da criança. Tome cuidado para que a criança não se contamine no contato com livros, jornais, revistas, e outros perigosos MATERIAIS impressos. Abra a boca da criança e faça com que ela engula as vogais. Quando tiver digerindo as vogais, mande-a mastigar uma a uma as palavras da cartinha. Cada uma deve ser mastigada no mínimo 60 vezes, como alimentação macrobiótica. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos. Mantenha a criança em banho-maria durante meses fazendo exercícios de cópia. Em seguida, faça com que a criança engula algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar.
Ao fim do oitavo mês, espete a criança em um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela pelo menos 70% das palavras e frases engolidas. Se isto acontecer considere a criança alfabetizada. Enrole-a num papel bonito de presente e despache-a para a série seguinte.
Se a criança não devolver o que foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Repita a receita quantas vezes forem necessárias. Ao fim de três anos, embrulhe a criança e coloque um rótulo: ALUNO RENITENTE.
ALFABETIZAÇÃO SEM RECEITA
Pegue uma criança de seis anos, ou mais, no estado em que estiver, suja ou limpa, e coloque-a numa sala de aula onde existam muitas coisas escritas para olhar e examinar. Servem jornais velhos, revistas, embalagens, propaganda eleitoral, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, tudo que tiver entulhado nos armários da escola e da sua casa. Convide a criança para brincar de ler, adivinhando o que está escrito: você vai descobrir que ela já sabe muitas coisas.
Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas de que gostam e não gostam. Escreva no quadro algumas coisas que foram ditas e leia em voz alta. Peça à criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas lojas, no ônibus, nas ruas, na televisão. Escrava algumas destas coisas no quadro e leis para a turma. Deixe a criança cortar letras, palavras e frases dos jornais velhos e não esqueça de mandá-la limpar o chão depois, para não criar problema na escola. Todos os dias leia em voz alta alguma coisa interessante: historinha, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de musica, adivinhações. Mostre para a criança alguns tipos de coisas escritas que talvez ela não conheça: um catálogo telefônico, um dicionário, um telegrama, uma carta, um bilhete, um livro de receitas de cozinha.
Desafie a criança a pensar ou ajudar o colega. Não se apavore se a criança estiver comendo letras: até hoje não houve caso de indigestão alfabética. Acalme a Diretora e a Supervisora se elas ficarem alarmadas.
Invente sua própria cartilha. Use a imaginação e sua capacidade de observação para ensinar a ler. LEIA E ESTUDE VOCÊ TAMBÉM.
Karine
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